Cinco indivíduos garimpeiros no município do Ucuma, província do Huambo, perderam a vida e outros três ficaram feridos, em consequência do desabamento de terras, quando faziam exploração de ouro nas margens do rio Mbunji Cassenha.
Segundo dados avançados pelo director de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior no Huambo, superintendente-chefe Martinho Satito, o incidente teve lugar na última segunda-feira. Avançou a possibilidade de existirem mais vítimas no local, pois se desconhece o número de pessoas soterradas que estavam no interior da mina artesanal.
Martinho Satito referiu que as vítimas mortais tinham entre 13 e 26 anos, enquanto as três outras feridas têm idades compreendidas dos 1 e 38 anos, que foram prontamente socorridas e duas das quais transferidas para o Hospital Geral do Huambo.
Martinho Satito disse que, neste momento, as buscas continuam, na eventualidade de existirem mais vítimas. Garantiu que os efectivos do Comando do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros vão permanecer no local até encontrarem mais pessoas que precisam de auxílio.
O director apela às comunidades do Ucuma e dos demais municípios, onde se registaram focos de exploração de ouro e de outros minerais estratégicos, para que se previnam e evitem situações do género e outras que colocam em risco a sua segurança.
"A exploração artesanal é perigosa e coloca em causa a segurança das pessoas e não só por isso, todo o cuidado é pouco e aconselhamos aos garimpeiros a não resistirem às ordens do Estado em abandonar essas zonas”, recomendou.
Por sua vez, o administrador adjunto do município do Longonjo, Paulino Barbosa, informou que algumas das vítimas do desabamento são cidadãos daquela jurisdição, uma vez que o rio Mbunji Cassenha se situa na zona limítrofe entre o Ucuma e Longonjo.
Referiu que a administração municipal tem trabalhado com a população, no sentido de não se envolver no garim- po ilegal, "pois muitas famílias executam essas actividades com filhos menores às costas”.
"O garimpo do ouro está a prejudicar o trabalho do campo, sendo que muitas famílias optam pela prática deste tipo de actividade e abandonam as suas lavras”, disse, acrescentando que após o deslizamento de terras, algumas pessoas abandonaram os acampamentos.

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